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Acordo Mercosul/Europa sai em 2010 segundo VW

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Fabiano
Fred
6 participantes

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Fabiano



Eu realmente espero que o Brasil tome finalmente uma postura a respeito e deixe a Argentina fazendo sua birra no seu cantinho enquanto vamos atras do tempo perdido, assim eu espero.

Agora eu sabia que o Pais andou perdoando dividas por ai, mas não sabia que traíram o Brasil desta forma, lamentável.

http://www.oticainova.com.br

KÜLL



De novo, fazendo um mea culpa, acho aquele comentário sobre o acordo automotivo é o tipo que pode ter afastado o Fred daqui. Estou muito, mas muito chateado mesmo, pois me sinto culpado. A grande questão para mim, mais do que governo(s) é o nosso interesse, o progresso, no caso, do setor automotivo e uma absoluta revolta contra a enorme quantidade de oportunidades perdidas pelo país.

Fabiano



Bom, eu sei que aprendo a cada dia sobre como as coisas funcionam neste cenário internacional e nacional, não daria pra culpar, mas acho que sim, deve chatear uma pessoa a ponto de ficar desgosto, pois quando comecei aqui amava carros, hoje eu vejo o carro no Brasil como uma grande desgraça para os que estão se endividando e para os demais setores do comercio em geral.

Nunca tivemos na nossa região um Natal tão xoxo, falando de vários setores comerciais, a grande maioria atribui ao setor automobilístico tanto para quem compra um novo, para aquele que não pode comprar por estar com restrição cadastral.

Ai lendo as informações de como tudo funciona, notasse mais ainda que esta bastante errado a coisa....

http://www.oticainova.com.br

KÜLL



Trabalhei com Mercosul desde 1.998/99, ainda como estagiário e, desde então, devo ter estado junto, ou trabalhando dentro, de ao menos umas 40 propostas da região de Ribeirão Preto para vendas ao bloco: sapatos, produtos industriais ligados a usinas de cana, material médico-odontológico (consultórios completos, aparelhos de raio-x, micromotores como peças de reposição, incubadoras, etc.), alimentos processados, etc. e tive contato com uns 200 empresários de fora do Brasil. Destes, ao menos 95% são absolutamente corretos. Meus problemas, que me fizerem não mais querer participar de rodadas de negócios de uns quatro anos para cá, bem como participar de formatação de vendas, sempre foram COM PAÍSES, em especial a Argentina. Não dá para confiar, tudo muda, até o passado, ou seja, acordos que valiam numa sexta-feira, na segunda, não valem mais. Por conta disso, e pela insignificância (sem preconceitos) dos outros sócios, acho o Mercosul UM DESASTRE. Deveria voltar a ser apenas uma união aduaneira e que cada um fizesse os acordos que achasse mais vantajosos para sí. Talvez apenas com revisões e talvez, apenas talvez, aprofundamentos de parcerias a cada 4, 5 anos. Hoje, a gente está preso a sócios que são desonestos do meu ponto de vista e que ainda por cima, por conta do consenso necessário que consta na ata de fundação do Mercosul, interferem, impedem mesmo a gente, o maior país do bloco, a fazer, de novo, pelo meu ponto de vista, acordos seriam potencialmente vantajosos para o Brasil, por conta de vantagens que estes outros sócios querem levar em cima da gente, ou simplesmente não nos deixam fazer acordos com medo de não conseguir ir junto.
No papel, o bloco é maravilhoso, mas na execução, uma porcaria. PONTO.



Última edição por KÜLL em Qui 19 Dez - 1:04, editado 3 vez(es)

Grilo

Grilo
Administrador

Kull, acho que tais analises sempre foram muito produtivas; abriram meus olhos para muitas coisas.

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KÜLL



Contra impostos sobre carros importados, UE entra com ação contra o Brasil na OMC
Acordo Mercosul/Europa sai em 2010 segundo VW - Página 4 Date19/12/2013 | 11:35 Acordo Mercosul/Europa sai em 2010 segundo VW - Página 4 UserHenrique Rodriguez , Posted in BRASIL , EUROPA , MERCADO Acordo Mercosul/Europa sai em 2010 segundo VW - Página 4 Icon18_email



Impostos diferenciados para veículos nacionais não agrada os europeus
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Acordo Mercosul/Europa sai em 2010 segundo VW - Página 4 The-mercedes-benz-sls-amg-starts-production-in-sindelfingen-plant_thumb%25255B4%25255D
Questionando a cobrança de impostos diferenciados sobre diversos produtos importados, entre eles automóveis, a União Europeia entrou com um processo contra o Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC), nesta quinta-feira. A UE acusa que medidas como o IPI majorado em 35 pontos percentuais para automóveis importados é uma medida protecionista que afeta os interesses das fabricantes europeias.

Apesar de diversos governos discordarem desta estratégia do governo brasileiro, esta é a primeira vez desde 2008, quando eclodiu a crise mundial, que há um questionamento nos órgãos legais da OMC contra o Brasil. Também são contestadas as políticas de incentivos fiscais dados pelo Brasil a diversos exportadores, como isenção tributária em vários setores.
Quando em setembro de 2011 o Brasil estabeleceu isenção de IPI para carros de montadoras que se comprometeram a investir no País e a comprar peças locais, falou-se que tal medida seria temporária. O problema é que este plano foi renovado em 2012 por mais cinco anos. As medidas teriam afetado as exportações do bloco europeu. Em 2011, 857 mil carros foram importados ao mercado brasileiro, enquanto que em 2013 esse número caiu para 581 mil até outubro.
Num primeiro momento da disputa, europeus e brasileiros tentarão encontrar uma solução sem a participação de árbitros da OMC. Os governos terão 60 dias para chegar a uma “solução pacífica”. Dificilmente algo será resolvido neste período, afinal, mais de 10 rodadas de negociações com o governo brasileiro já ocorreram e não conseguiram resolver o problema.


Leia mais Contra impostos sobre carros importados, UE entra com ação contra o Brasil na OMC - Novidades Automotivas
http://novidadesautomotivas.blogspot.com/ [/color]

Fabiano

Fabiano

Estava na hora da UE acordar e levantar o assunto na OMC, é uma questão agora disso acontecer com a Argentina....

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R8V

R8V
Administrador

Grilo escreveu:Kull, acho que tais analises sempre foram muito produtivas; abriram meus olhos para muitas coisas.
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KÜLL



http://www.valor.com.br/brasil/4061592/dilma-diz-que-proposta-de-mercosul-ue-pode-vir-em-velocidades-diferentes

COMENTÁRIOS: PORCARIA! Tem hora que deixa colar, tem hora que não (como agora). MAS ATÉ QUE ENFIM. O absurdo foi terem desperdiçado DOZE ANOS, antes da água bater na bunda e agora, apenas agora, já com tanto atraso passarem a pensar nisso seriamente. Relembro que, para variar, deixaram o bonde passar de novo em julho do ano passado, primeiro, com a desculpa das eleições aqui e com as eleições para o Parlamento Europeu, sendo que o novo negociador de lá, agora, supondo que já tenha se inteirado do assunto, vai ter que conseguir o aval das instâncias de lá, DE NOVO também. Só falta colocarem agora, as eleições argentinas deste ano como impeditivo. E COM ISSO, A NAVE ANDA, OUTROS PAÍSES FAZEM ACORDOS E A GENTE CONTINUA ATRELADOS A "COISAS", COMO ARGENTINA, QUE NUNCA QUIS VERDADEIRAMENTE UM ACORDO, VENEZUELA, FALIDA E NA MERD* E AINDA POR CIMA IDEOLOGICAMENTE CONTRA, FORA A BOLÍVIA, QUE ESTÁ FAZENDO AGORA O QUE FEZ A VENEZUELA NA ÉPOCA DO CHAVEZ, COM A DIFERENÇA QUE O BRASIL TOPA E ACEITA PAGAR CARÍSSIMO PELO GÁS DELES.

A própria notícia lembra que voltaram a crescer as resistências na área agrícola com França (sempre ela), Irlanda e Polônia e que a prioridade de Bruxelas é o acordo com os EUA, ou seja, voltamos a ser um cantinho desinteressante e relegado a segundo, terceiro plano. Isso, quando depois de 2.008 tivemos muitas condições de termos fechado um acordo com a U.E. Êta paisinho de merd*!

Fabiano

Fabiano

Acompanho esses temas de acordo do Brasil desde a época de FHC, ainda que ele não tenham feito um trabalho melhor, pois tinham que trabalhar para tirar o Brasil da lama, os acordos perdidos na época de 2002 para cá chega a ser um deboche com o parque industrial, comercial e de serviços brasileiro.

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R8V

R8V
Administrador

Porcaria....

KÜLL



Setor automobilístico paralisa negociação comercial UE-Mercosul


Acordo Mercosul/Europa sai em 2010 segundo VW - Página 4 3a6036060360fbac5f9d466be746eeee9437bbee-418x235

Os europeus estão interessados em um maior acesso a mercado para suas exportações de automóveis no Mercosul - bloco formado por Paraguai, Uruguai, Argentina e Brasil -, enquanto que esses países querem criar cadeias de produção integradas com a UE - AFP/Arquivos
AFP
27/04/18 - 16h27 - Atualizado em 27/04/18 - 16h44


As negociações para se alcançar um acordo comercial entre a União Europeia (UE) e os países do Mercosul estagnaram nesta semana em Bruxelas, sem que conseguisse aproximar as posições no setor automobilístico, informaram várias fontes nesta sexta-feira (27), acrescentando que as negociações continuam.
“Os negociadores abordaram de novo assuntos nos quais ainda precisam encontrar soluções”, como o acesso ao mercado do Mercosul de veículos europeus ou produtos lácteos, afirmou em entrevista coletiva o porta-voz da Comissão Europeia, Daniel Rosario.
Segundo o porta-voz, a União Europeia está disposta a encontrar soluções “viáveis” para ambas as partes, mas para isso precisaria primeiro de um “movimentos” do Mercosul nos pontos de divergência.

Entre terça e quinta-feira, as negociações se concentraram sobretudo no setor automobilístico, mas “não chegaram a um acordo” apesar disto “estar próximo”, disse à AFP uma fonte próxima às negociações. “Se chegou a um ponto no qual se o Brasil nem a Comissão se moverem, não há avanços”, acrescentou.
“As reuniões foram úteis para se conhecer os limites da outra parte”, explicou à AFP uma fonte do Mercosul. Segundo essa fonte, na quinta-feira se chegou a um momento em que não se vislumbrava uma solução possível para aproximar as posições acerca do tema do setor automobilístico.
Os europeus estão interessados em um maior acesso a mercado para suas exportações de automóveis no Mercosul – bloco formado por Paraguai, Uruguai, Argentina e Brasil -, enquanto que esses países querem criar cadeias de produção integradas com a UE.

Neste momento, pesam na balança da negociação desde as regras de origem até as cotas e os períodos de transição de aplicação das tarifas.
Durante uma reunião em janeiro, os europeus expressaram sua disposição para melhorar sua oferta em relação às importações de carne bovina do Mercosul – um setor sensível na UE, mas prioritário para o bloco sul-americano -, mas tendo como contrapartida uma abertura em outras áreas, como o setor automobilístico.
Agora as discussões voltam para as capitais a fim de que se conclua o acordo, que começou a ser negociado em 1999 e foram significativamente impulsionadas em 2017 com a chegada do presidente americano, Donald Trump, à Casa Branca, defendo políticas protecionistas.

De acordo com as fontes consultadas, embora não haja uma data prevista para uma nova reunião, ambas as partes concordaram em continuar em contato permanente.
“Vamos fazer consultas, cada um à sua parte”, garantiu a fonte do Mercosul, que classificou todas as negociações nesta de “úteis”.


FONTE: https://www.istoedinheiro.com.br/setor-automobilistico-paralisa-negociacao-comercial-ue-mercosul/

COMENTÁRIOS: Sinceramente, cada vez mais estas atitudes (Golf só alemão, abertura de mercado sem complementariedade, como na matéria) FEDE a um novo colonialismo. Garantir emprego e renda aos seus, fechando o mercado a produtos daqui, mas com a gente aceitando os deles de bom grado. Mercados menores, pode até ser que funcione, mas basta ver a reportagem que eu já postei sobre o déficit na balança com autopeças, algo que PRECISA ser revertido ao menos em parte, para ver que no caso do Brasil, que significa MAIS DA METADE DO MERCADO ATUAL DA AMÉRICA LATINA, INCLUSIVE MÉXICO, não vai funcionar. Imaginem quando o mercado brasileiro chegar a mais de 3 milhões de unidades/ano. Mesmo com a contribuição hercúlea do agronegócio, é uma conta que não vai fechar NUNCA e que tenderá a ficar ainda pior com a incorporação cada vez maior de tecnologia.

R8V

R8V
Administrador

Sacanagem...

KÜLL



[size=38]Acuerdo Mercosur-UE: los autos europeos pagarían menos impuestos en Argentina[/size]
26 JUNIO, 2018

Acordo Mercosul/Europa sai em 2010 segundo VW - Página 4 MERCOSUR-UE
El Mercosur (Argentina, Brasil, Uruguay y Paraguay) analiza reducir a la mitad los aranceles aduaneros que pagan los autos europeos en nuestra región, como un paso para lograr un acuerdo de intercambio automotor con la Unión Europea.
Las negociaciones entre los dos bloques de países se reanudaron en 2016 y tienen el objetivo de liberar toda traba en el comercio de aquí a quince años. El diario El Cronista informa hoy que una de las condiciones de la UE para avanzar en el acuerdo es reducir los impuestos aduaneros.
En el caso de la Argentina, bajaría del actual 35% al 17,5%. Al mismo tiempo, los autos fabricados en el Mercosur recibirían un beneficio similar en Europa.
***

Nota del diario El Cronista 
Analizan fuerte quita de impuestos a autos importados para sellar el acuerdo con UE
[size][size]
Argentina y Brasil, los mayores productores, ofrecerían una rebaja del 50% en aranceles de importación para destrabar el tratado. En 15 años se liberaría toda traba al comercio
La Argentina, Brasil, Paraguay y el Uruguay analizan por estas horas concederle a la UnionEuropea una rebaja significativa en los impuestos que hoy rigen a la importación de automóviles de ese origen con el objetivo de destrabar el acuerdo de asociación que se negocia desde el Mercosur con la UE, y que no avizora de momento una fecha de conclusión, tras haber reanudado conversaciones en 2016.
Según divulgó el diario económico brasileño Valôr, la unión aduanera sudamericana tiene previsto ofrecer una rebaja del 50% en los derechos de importación de vehículos europeos, por un período de siete años desde el momento en que entre en vigencia el tratado comercial birregional. Esta oferta implica rebajar la alícuota de importación de vehículos europeos del 35% actual al 17,5% sobre un determinado volumen todavía no esclarecido, para luego proceder a una rebaja gradual, a partir del octavo año de vigencia del acuerdo, hasta llegar a una liberalización total dentro de 15 años.
El Cronista consultó a fuentes diplomáticas nacionales y extranjeras, involucradas en la negociación, que prefirieron no comentar la revelación del diario paulista, pero tampoco negaron su veracidad. “No hacemos comentarios sobre negociaciones en curso”, se limitaron a repetir al unísono.
Las mismas fuentes negaron que esta propuesta pueda ocasiones sorpresa en el sector automotriz, ya que las terminales “están muy al tanto de la negociación”.
Como contó este diario a fines de mayo, la Comisión Europea, encargada de negociar en nombre de los 28 países del bloque, pidió al Mercosur que haga “un esfuerzo considerable” en el capítulo automotriz. Los sudamericanos respondieron proponiendo una “curva de desgravación” para las importaciones, mientras exigen en retorno por esta concesión que los vehículos por venir desde Europa no cuenten con más del 40% de componentes “extrazona”, es decir, autopartes no producidas ni en Europa ni en el Mercosur. Se trata de un requisito para evitar que el producto final se vea abaratado por la incorporación de piezas de otras regiones, como China, y perjudique la producción local por su costo significativamente menor.
Según un funcionario empapado en la negociación, con esta actualización de condiciones en el capítulo automotriz, ambos bloque se hallan cerca de entrar en “zona de aterrizaje”, es decir, con acuerdo en los aspectos más complejos y diferencias menores en el resto.
Esta y otras propuestas llegarán a los europeos en una nueva ronda de negociación, prevista para julio en Bruselas. Se tratará de una cita a nivel técnico y que, de mostrar avances, podría desembocar en un encuentro de cancilleres sudamericanos y comisionados europeos para atender los pendientes.
Para concluir, el Mercosur también espera una mejora en las cuotas de acceso al mercado europeo de ciertos bienes, como lo son el arroz, la carne de pollo y el azúcar, que no contemplados al inicio de las conversaciones.[/size][/size]

KÜLL



Mercosul e União Europeia fecham acordo de livre comércio

Acordo Mercosul/Europa sai em 2010 segundo VW - Página 4 3a6036060360fbac5f9d466be746eeee9437bbee-768x432
Os europeus estão interessados em um maior acesso a mercado para suas exportações de automóveis no Mercosul - bloco formado por Paraguai, Uruguai, Argentina e Brasil -, enquanto que esses países querem criar cadeias de produção integradas com a UE - AFP/Arquivos

Estadão Conteúdo

28/06/19 - 13h57 - Atualizado em 28/06/19 - 14h15

O Mercosul e a União Europeia finalizaram nesta sexta-feira, 28, as negociações para o acordo entre os dois blocos, segundo duas fontes do governo brasileiro informaram ao jornal O Estado de S. Paulo. O comunicado oficial deve sair em breve.

O tratado, que abrange bens, serviços, investimentos e compras governamentais, vinha sendo discutido há duas décadas por europeus e sul-americanos.

A rodada final de negociações foi iniciada por técnicos na semana passada. Diante do avanço nas tratativas, os ministros do Mercosul e da União Europeia foram convocados e, desde a quinta-feira, 27, estão fechados em reuniões na Bruxelas.

O acordo entre Mercosul e União Europeia representa um marco. É segundo maior tratado assinado pelos europeus – perde apenas para o firmado com o Japão, segundo integrantes do bloco – e o mais ambicioso já acertado pelo Mercosul, que reúne Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

O tratado permitirá que a maior parte dos produtos seja comercializada entre os blocos com tarifa zero. Haverá um calendário para que isso ocorra. Os europeus eliminarão mais rapidamente as tarifas, mas vão manter cotas de importação em alguns produtos agrícolas. Para o Mercosul, pode levar uma década para que boa parte das alíquotas seja zerada.

Vinte anos de negociação

As conversas para o acordo foram lançadas em junho de 1999. Uma troca de ofertas chegou a ser feita em 2004, mas decepcionou os dois lados e as discussões foram logo interrompidas. Em 2010, as negociações foram relançadas.

Desde então, houve idas e vindas com momentos de resistências tanto do lado do Mercosul quanto do lado da União Europeia. Em 2016, os dois blocos voltaram a trocar propostas e, neste ano, havia a percepção de que faltava muito pouco para um acerto.

Para a rodada final, o governo brasileiro enviou a Bruxelas o chanceler Ernesto Araújo, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o secretário especial de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Marcos Troyjo.

O clima era de otimismo e o Brasil se preparava para anunciar um desfecho favorável já na noite de quinta-feira. Mas muitos detalhes referentes ao setor agrícola ainda não tinham sido resolvidos, segundo uma fonte próxima às conversas que correm na Bélgica.

O clima pesou em diversos momentos e houve tensão entre os negociadores, conta essa fonte. Ao longo desta sexta, porém, foi possível alcançar um consenso.

COMENTÁRIOS: Renault e Ford de olho nisso? Por isso o vai e volta? Veremos....

KÜLL



Acordo entre Mercosul e União Europeia: o que prevê o texto

Negociação entre os dois blocos levou mais de 20 anos para ser concretizada.

Por G1

28/06/2019 15h48 Atualizado há 13 minutos


O acordo entre Mercosul e a União acertado nesta sexta-feira (28) prevê uma série de alterações em temas tarifários e não tarifários. A negociação entre os dois blocos levou mais de 20 anos para ser concretizada.

Entenda os principais pontos já divulgados:

Temas tarifários

Produtos agrícolas brasileiros, como suco de laranja, frutas, café solúvel, peixes, crustáceos e óleos vegetais terão tarifas eliminadas;

Exportadores brasileiros também terão acesso preferencial para carnes bovina, suína e de aves, açúcar, etanol, arroz, ovos e mel;

Produtos industriais do Brasil serão beneficiadas com a eliminação de 100% nas tarifas de exportação;

Produtos europeus terão tarifas de exportação eliminadas para diversos setores. Na lista estão veículos e partes, maquinários, produtos químicos e farmacêuticos, vestuário e calçados e tecidos;

Chocolates e doces, vinhos e outra bebidas alcoólicas e refrigerantes provenientes da União Europeia terão tarifas reduzidas;

Haverá cotas para importação sem tarifas de produtos lácteos, como queijos, da UE.

‘É um acordo complexo’, diz ex-ministro sobre acerto entre Mercosul e UE

Temas não tarifários

Acordo vai ampliar o grau de liberalização do comércio de serviços. Nesse grupo estão incluídos, os setores de telecomunicações, serviços financeiros, entre outros;

Nas compras governamentais, haverá maior concorrência em licitações públicas;

Haverá redução no custo dos trâmites de importação, exportação e trânsito de bens;

Os blocos vão se comprometer a desburocratizar e reduzir os custos no comércio entre as duas regiões;

Mercosul e UE se comprometem a reduzir entraves de medidas sanitárias e fitossanitária;

Blocos se comprometem a reconhecer a propriedade intelectual de diversos produtos.

KÜLL



Entenda o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia

Tratado foi firmado depois de 20 anos de negociação; tarifas de importação de 90% do comércio bilateral deve ser zerada em 15 anos

     
O Estado de S.Paulo
28 de junho de 2019 | 16h51

Desde sua criação, em 1991, o Mercosul - formado por Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela - ensaia uma parceria comercial com os 28 países da União Europeia. As negociações, que começaram oficialmente em novembro de 1999, finalmente chegaram a um acordo comum durante as reuniões entre ministros de ambos os blocos que terminaram nesta sexta, 28, em Bruxelas.

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Acordo da União Europeia com o Mercosul é o segundo maior tratado assinado pelos europeus. Foto: Yves Herman/Reuters

O que é?

É um acordo comercial entre os dois blocos que prevê, em 15 anos, zerar as tarifas de importação sobre cerca de 90% do comércio bilateral. A maior parte das taxas deve ser zerada bem antes disso. A informação do governo brasileiro é que mais de 90% das exportações do Mercosul terão as tarifas zeradas em até 10 anos. Essas negociações se arrastavam há exatos 20 anos, desde junho de 1999.

Que setores estão incluídos?

Estão incluídos no acordo bens, serviços, investimentos e compras governamentais. As empresas brasileiras terão acesso, por exemplo, ao mercado de licitações da União Europeia, estimado em US$ 1,6 trilhão por ano.

Que impacto o acordo terá para a economia brasileira?

O governo estima que, em um prazo de 15 anos, as exportações brasileiras para a União Europeia terão um acréscimo de quase US$ 100 bilhões por ano. Espera-se também que o aumento dos investimentos no País seja da ordem de US$ 113 bilhões.

Relação comercial
Acordo pode impulsionar vendas para bloco europeu, que estão longe do pico de 2011

Acordo Mercosul/Europa sai em 2010 segundo VW - Página 4 ExportacoesBrasilUEWEB-col-3
Fonte
Funcex/CNI

Qual será o impacto para a indústria brasileira?

O acordo prevê a eliminação de 100% das tarifas em produtos industriais. Um estudo feito pela CNI indicou que, dos 1.101 produtos que o Brasil tem condições de exportar para a União Europeia, 68% enfrentam hoje tarifas de importação ou quotas. No ano passado, o Brasil exportou para a União Europeia US$ 42,1 bilhões em produtos. Juntos, os países do bloco representam o segundo maior mercado para bens brasileiros no mundo, perdendo apenas para a China.

Qual será o impacto para o agronegócio?

Produtos como suco de laranja, café solúvel e frutas terão as tarifas eliminadas. Outros produtos, como carnes, açúcar e etanol, que seguem a política de cotas de exportação para a União Europeia, terão essas cotas ampliadas.

KÜLL



Mercosul e União Europeia fecham acordo de livre comércio após 20 anos
Este é o maior acordo já firmado pelo Mercosul e abrange bens, serviços, investimentos e compras governamentais

Por Da Redação, com Estadão Conteúdo
28 jun 2019, 17h12 - Publicado em 28 jun 2019, 14h10

Acordo Mercosul/Europa sai em 2010 segundo VW - Página 4 2017-05-23t114928z_778551739_rc1caba4f9a0_rtrmadp_3_britain-security-manchester-e1496060452682
União Europeia e Mercosul negociam o acordo há vinte anos de negociações (Francois Lenoir/Reuters)

O Mercosul e a União Europeia finalizaram nesta sexta-feira, 28, as negociações para o acordo entre os dois blocos. O tratado, que abrange bens, serviços, investimentos e compras governamentais, vinha sendo discutido há duas décadas por europeus e sul-americanos.

A rodada final de negociações foi iniciada por técnicos na semana passada. Diante do avanço nas tratativas, os ministros do Mercosul e da União Europeia foram convocados e, desde a quinta-feira, 27, estão fechados em reuniões na Bruxelas.

O acordo entre Mercosul e União Europeia representa um marco. É segundo maior tratado assinado pelos europeus – perde apenas para o firmado com o Japão, segundo integrantes do bloco – e o mais ambicioso já acertado pelo Mercosul, que reúne Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Com a vigência do acordo, produtos agrícolas de grande interesse do Brasil terão suas tarifas eliminadas, segundo o governo, como suco de laranja, frutas (melões, melancias, laranjas, limões, entre outras), café solúvel, peixes, crustáceos e óleos vegetais.

Em coletiva de imprensa em Bruxelas após o anúncio, a ministra da Agricultura Tereza Cristina disse que houve concessões em termos de volume de produtos e de taxas de ambos os lados. Mas não deu maiores detalhes. “Vocês verão o acordo que será publicado no fim de semana”, diz.

Os exportadores brasileiros também terão acesso preferencial para carnes bovina, suína e de aves, açúcar, etanol, arroz, ovos e mel.

Antes do acordo, apenas 24% das exportações brasileiras, em termos de linhas tarifárias, entravam livres de tributos na União Europeia. Com o acordo, praticamente 100% das exportações do Mercosul terão preferências para melhor acesso ao mercado europeu.

Após assinado, o tratado precisa passar pelo crivo do Parlamento de todos os países envolvidos, além dos parlamentares da União Europeia. Enquanto isso, pode vigorar com regras transitórias.

O avanço dos “verdes” no Parlamento Europeu, porém, pode causar dificuldades nessa fase.

O que acham os economistas

Para Sergio Vale, economista-chefe da MB associados, vemos o finalzinho de primeiro semestre da gestão Bolsonaro com a melhor notícia de todo o governo dele até agora.

“É um ótimo prenúncio de novas medidas à frente, que se juntam às quedas de tarifas de importação de bens de capital e insumos intermediários que ajudarão a aumentar a produtividade da indústria nos próximos anos”, diz.

O economista pondera, no entanto, que pode demorar bastante para que os efeitos do acordo sejam sentidos em sua plenitude pelo comércio brasileiro. “Demora porque precisa haver uma busca por maior eficiência na indústria com a reforma tributária por exemplo. Mas o importante é que o processo começou e todo esse cenário de mundo que se fecha abre espaço para podermos negociar e fazer acordos comerciais vantajosos”, afirma Vale.

Monica de Bolle, economista e pesquisadora do Peterson Institute for International Economics, em Washington, está menos otimista. “Precisamos esperar para ver os termos do acordo. Acho muito difícil que o Brasil tenha recebido concessões significativas na Agricultura — trata-se do setor mais protegido na Europa e eles não mudaram de posição”, diz

A economista aponta que os embates do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na área comercial podem ter incentivado a UE a querer mandar um sinal contrário e a firmar sua influência na América do Sul. “Querem mostrar a Trump que têm pé na América Latina para mostrar força, o que pode ser ruim para nossas relações com os EUA”, diz.

Na opinião de André Perfeito, economista-chefe da corretora Necton, o anúncio representa de fato uma grande vitória para o setor do agronegócio. Para o resto da indústria, porém, o resultado ė mais incerto, “uma vez que as empresas locais estarão no mesmo aquário- por assim dizer – que as poderosas empresas alemãs e indústrias de ponta de todo o continente europeu”.

A esperança, segundo o economista, é que, com tarifas mais baixas e simplificação portuária a indústria local importe insumos mais baratos e assim ganhe na produtividade total dos fatores da economia.

“Os consumidores de bens mais sofisticados irão se beneficiar com a medida num primeiro momento e o resto da sociedade em momento posterior, muito provavelmente terá um efeito deflacionário este acordo”, acrescenta.

Vinte anos de negociação

As conversas para o acordo foram lançadas em junho de 1999. Uma troca de ofertas chegou a ser feita em 2004, mas decepcionou os dois lados e as discussões foram logo interrompidas. Em 2010, as negociações foram relançadas.

Desde então, houve idas e vindas com momentos de resistências tanto do lado do Mercosul quanto do lado da União Europeia. Em 2016, os dois blocos voltaram a trocar propostas e, neste ano, havia a percepção de que faltava muito pouco para um acerto.

Para a rodada final, o governo brasileiro enviou a Bruxelas o chanceler Ernesto Araújo, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o secretário especial de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Marcos Troyjo.

O clima era de otimismo e o Brasil se preparava para anunciar um desfecho favorável já na noite de quinta-feira. Mas muitos detalhes referentes ao setor agrícola ainda não tinham sido resolvidos, segundo uma fonte próxima às conversas que correm na Bélgica.

O clima pesou em diversos momentos e houve tensão entre os negociadores, conta essa fonte. Ao longo desta sexta, porém, foi possível alcançar um consenso.

Veja o comunicado na íntegra:

Nota Conjunta do Ministério da Economia e Ministério das Relações Exteriores

Conclusão das Negociações do Acordo entre o MERCOSUL e a União Europeia – Bruxelas, 27 e 28 de junho de 2019

Em reunião ministerial realizada nos dias 27 e 28 de junho, em Bruxelas, foi concluída a negociação da parte comercial do Acordo de Associação entre o MERCOSUL e a União Europeia (UE). Participaram, pelo Brasil, o Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, a Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e o Secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo.

O acordo é um marco histórico no relacionamento entre o MERCOSUL e a União Europeia, que representam, juntos, cerca de 25% do PIB mundial e um mercado de 780 milhões de pessoas. Em momento de tensões e incertezas no comércio internacional, a conclusão do acordo ressalta o compromisso dos dois blocos com a abertura econômica e o fortalecimento das condições de competitividade.

O acordo comercial com a UE constituirá uma das maiores áreas de livre comércio do mundo. Pela sua importância econômica e a abrangência de suas disciplinas, é o acordo mais amplo e de maior complexidade já negociado pelo MERCOSUL. Cobre temas tanto tarifários quanto de natureza regulatória, como serviços, compras governamentais, facilitação de comércio, barreiras técnicas, medidas sanitárias e fitossanitárias e propriedade intelectual.

Com a vigência do acordo, produtos agrícolas de grande interesse do Brasil terão suas tarifas eliminadas, como suco de laranja, frutas e café solúvel. Os exportadores brasileiros obterão ampliação do acesso, por meio de quotas, para carnes, açúcar e etanol, entre outros.

As empresas brasileiras serão beneficiadas com a eliminação de tarifas na exportação de 100% dos produtos industriais. Serão, desta forma, equalizadas as condições de concorrência com outros parceiros que já possuem acordos de livre comércio com a UE.

O acordo reconhecerá como distintivos do Brasil vários produtos, como cachaças, queijos, vinhos e cafés. O acordo garantirá acesso efetivo em diversos segmentos de serviços, como comunicação, construção, distribuição, turismo, transportes e serviços profissionais e financeiros.

Em compras públicas, empresas brasileiras obterão acesso ao mercado de licitações da UE, estimado em US$ 1,6 trilhão. Os compromissos assumidos também vão agilizar e reduzir os custos dos trâmites de importação, exportação e trânsito de bens.

O acordo propiciará um incremento de competitividade da economia brasileira ao garantir, para os produtores nacionais, acesso a insumos de elevado teor tecnológico e com preços mais baixos. A redução de barreiras e a maior segurança jurídica e transparência de regras irão facilitar a inserção do Brasil nas cadeias globais de valor, com geração de mais investimentos, emprego e renda. Os consumidores também serão beneficiados pelo acordo, com acesso a maior variedade de produtos a preços competitivos.

Segundo estimativas do Ministério da Economia, o acordo MERCOSUL-UE representará um incremento do PIB brasileiro de US$ 87,5 bilhões em 15 anos, podendo chegar a US$ 125 bilhões se consideradas a redução das barreiras não-tarifárias e o incremento esperado na produtividade total dos dos fatores de produção. O aumento de investimentos no Brasil, no mesmo período, será da ordem de US$ 113 bilhões. Com relação ao comércio bilateral, as exportações brasileiras para a UE apresentarão quase US$ 100 bilhões de ganhos até 2035.

A UE é o segundo parceiro comercial do MERCOSUL e o primeiro em matéria de investimentos. O MERCOSUL é o oitavo principal parceiro comercial extrarregional da UE. A corrente de comércio birregional foi de mais de US$ 90 bilhões em 2018. Em 2017, o estoque de investimentos da UE no bloco sul-americano somava cerca de US$ 433 bilhões. O Brasil registrou, em 2018, comércio de US$ 76 bilhões com a UE e superávit de US$ 7 bilhões. O Brasil exportou mais de US$ 42 bilhões, aproximadamente 18% do total exportado pelo país.

O Brasil destaca-se como o maior destino do investimento externo direto (IED) dos países da UE na América Latina, com quase metade do estoque de investimentos na região. O Brasil é o quarto maior destino de IED da UE, que se distribui em setores de alto valor estratégico.

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